terça-feira, 31 de maio de 2011

A hora é agora...


Não deixemos as oportunidades passarem, a hora da prática da caridade é agora, fazer as suas obras para que a luz de cada um brilhe.

Essa luz deve ser colocada no alto, para que através das ações de cada um o outro possa seguir o exemplo.

A humanidade necessita de fraternidade e solidariedade.

Busque transformar as suas imperfeições em tesouros divinos, o trabalho é grande, mas poucos são os que estão dispostos a se transformar e progredir tornando-se seres melhores, vendo no seu semelhante o irmão.

Difícil é transformar o orgulho e o egoísmo em benevolência e humildade; o rancor e mágoa em perdão; transformar o ódio em esperança; e a sombra em luz.

O Mestre nos mostra o caminho, é só buscá-lo.

O amor do Mestre nos fortalece e ampara.

Paz a todos.


De um amigo,
A todos os amigos da
Fraternidade Francisco de Assis.


Psicografia recebida pelo
Grupo de Estudos de Psicografia da
Fraternidade Francisco de Assis




 

Jesus

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

NOTAS DE SEMPRE




Sofre o que te desagrade,
Tolera mágoas e crises;
O tédio na Humanidade
É a provação dos felizes.
Gil Amora

Quem não sabe suportar, não consegue construir.
Júlio Dias Ribeiro

* * *
Quando a tristeza vier
Tentando afogar-te o ser,
Busca um serviço qualquer
E deixa o tempo correr.
Pedro Silva

Tristeza, na essência, é um desafio da vida à nossa vontade de trabalhar.
Emmanuel

* * *
Chora, mas guarda a esperança
No coração calmo e atento,
O mundo melhora e avança
À custa do sofrimento.
Silveira Carvalho

Quando a idéia de rebeldia te visitar a cabeça, procura dentre as utilidades que te servem algum dos remanescentes de minérios, plantas e animais que não haja passado pelo sofrimento.
Lívio Pereira Da Silva

* * *
A força ativa do amor
É luz e vida, no entanto,
Vem do braseiro de dor
Ou da candeia de pranto.
Deraldo Neville

O amor para ser amor não estranha o sacrifício.
Eugrácia Ferreira

* * *
Não se sabe com certeza,
Segundo nota cediça,
Onde termina a tristeza
E onde começa a preguiça.
Lulu Parola

Pede a Deus te livre do desânimo com o fervor de quem roga socorro ao Céu contra a intromissão de uma praga.
Fausto Lex

* * *
Aos Céus agradece a dor
Que te assinala o caminho;
Buril na mão do escultor
Tem o formato de espinho.
Lucano Reis

Em muitas ocasiões, o espinho é a defesa da rosa, como a provação é a defesa da paz na vida íntima.
Albino Teixeira

* * *
Atende ao próprio dever
Por mais duro de cumprir.
Quem não aprende a sofrer
Não sabe como servir.
Lobo Da Costa

Quem desconhece o próprio dever ainda está longe de conhecer a si próprio.
João Urzedo

* * *
Quem quer achar a ventura
Adota esta diretriz:
Distribui felicidade
Sem procurar ser feliz.

Felicidade é a ciência de repartir o bem com os outros, a fim de transformá-lo em numerosos bens para aqueles que o praticam.
Jerônimo Ribeiro

* * *
Ouvi dizer que nos Céus
Onde a alegria passeia
Não há santos com neurose
Nem anjos de cara feia.
Cornélio Pires

Em qualquer empresa, a irritação dos responsáveis faz a metade do insucesso.
André Luiz

* * *
Quem diz que o Céu tem tristeza
Contemple o nascer do dia...
O Sol brilhando no Azul
É o retrato da alegria.
Juvenal Galeno

Em cada manhã na Terra, a luz do Sol assemelha-se a um cântico de esperança e de alegria.
Meimei

* * *
Cada qual deixa na Terra a herança da própria vida.
Mais fácil é sofrer, difícil é perdoar.
Quanto menos desejares, menos serás possuído.

Livro: “Praça Da Amizade” - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Autores Espirituais Diversos.

sábado, 28 de maio de 2011

LEMBRANÇAS ÚTEIS


       André Luiz
   
Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade o que fazer.
Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.
Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare o ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem a situação que procura e colhe exatamente o que semeia.
Não recorra sistematicamente aos amigos espirituais quanto a comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles são igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detêm responsabilidades mais graves e imediatas, e você, nas lutas vulgares da Terra, não teria coragem de pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funções de ama-seca.
Não espere a morte para solucionar as questões da vida, nem alegue enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque estamos excessivamente distantes do Céu. A sepultura não é uma cigana, cheia de promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga de acesso à nossa própria consciência.
 
      ( Do Livro Agenda Cristã, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier)
   

VISÃO DE EURÍPIDES



Hilário Silva

Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento, voando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia...
Subia sempre.
Queria parar, e descer, reavendo o veículo carnal, mas não conseguia. Braços intangíveis tutelavam-lhe a sublime excursão. Respirava outro ambiente. Envergava forma leve, respirando num oceano de ar mais leve ainda... Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que se reconheceu em campina verdejante. Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava, envolvido por doce luz.
Como que magnetizado pelo desconhecido, aproximou-se...
Houve, porém, um momento, em que estacou, trêmulo.
Algo lhe dizia no íntimo que não avançasse mais...
E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo.
Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista, e ficou em silêncio, sentindo-se como intruso, incapaz de voltar ou seguir adiante.
Recordou as lições do Cristianismo, os templos do mundo, as homenagens prestadas ao Senhor, na literatura e nas artes, e a mensagem d’Ele a ecoar entre os homens, no curso de quase vinte séculos...
Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar...
Grossas lágrimas banhavam-lhe o rosto, quando adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde.
Viu, porém, que Jesus também chorava...
Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse confortar o Amigo Sublime... Afagar-lhe as mãos ou estirar-se à maneira de um cão leal aos seus pés...
Mas estava como que chumbado ao solo estranho...
Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, lhe atiram incompreensão e sarcasmo...
Nessa linha de pensamento, não se conteve.
Abriu a boca e falou suplicante:
-          Senhor, por que choras?
O interpelado não respondeu.
Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou:
-          Choras pelos descrentes do mundo?
Enlevado, o missionário de Sacramento notou que o Cristo lhe correspondia agora o olhar. E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima:
-          Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor. Choro por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...
Eurípedes não saberia descrever o que se passou então.
Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que a resposta lhe trouxera, desceu, desceu...
E acordou no corpo de carne.
Era madrugada.
Levantou-se e não mais dormiu.
E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até a morte.

Espírito: Hilário Silva -  Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Deus é quem cura


 
Alguns homens, quando realizam grandes feitos, costumam encher-se de orgulho.
Chegam a pensar que são infalíveis em sua atuação e creem que tudo podem.
E isso nos recorda do grande mestre e criador da homeopatia, Samuel Cristian Hahnemann. Uma postura de verdadeiro sábio.
Em 1835, chegou a Paris e começou a clinicar, embora o descrédito e o ataque de muitos dos seus colegas alopatas.
Foi então que a filha de Ernest Legouvé, membro da Academia Francesa, famoso escritor da época, adoeceu gravemente.
Um artista de nome Duval foi chamado para fazer um retrato da jovem agonizante. Era a derradeira lembrança que o pai amoroso desejava ter da filha que se despedia da vida.
Concluída a tarefa, executada com as emoções que se pode imaginar, Duval fez ao pai uma pergunta nevrálgica:
Se toda a esperança está perdida, por que o senhor não tenta uma experiência com a nova medicina que tanto alvoroço tem feito?
Por que não consulta o doutor Hahnemann?
Nada havia a perder e o pai chamou o homeopata. Quando o viu, pareceu-lhe estar defronte a um personagem fantástico de contos infantis.
Hahnemann era de baixa estatura, robusto e firme no andar, envolvido em uma capa e apoiado sobre uma bengala com castão de ouro.
Uma cabeça admirável, cabelos brancos e sedosos, lançados para trás e cuidadosamente encaracolados em torno do pescoço.
Com seus olhos de um azul profundo, sua boca imperiosa inquiriu minuciosamente sobre o estado da menina.
Na sequência, pediu que transferissem a enferma para um quarto arejado, abrindo portas e janelas para que ar e luz entrassem abundantes.
No dia seguinte, iniciou o tratamento. Foram dez dias de expectativa e de tensão. Finalmente, a esperança se confirmou. A menina estava salva.
O impacto dessa cura, quase milagrosa, foi enorme, em toda Paris.
Em reconhecimento pela salvação de sua filha, apesar de muitos ainda afirmarem que Hahnemann não passava de um charlatão, Legouvé presenteou o médico com o próprio quadro pintado por Duval.
Era uma obra prima. O criador da Homeopatia a contemplou  demoradamente, tomou da pena e escreveu:
Deus a abençoou e salvou.Hahnemann.
Considerava pois a cura uma bênção de Deus, da qual ele não fora mais do que um instrumento.
*   *   *
Assim são os verdadeiros sábios, os grandes gênios da Humanidade.
Eles sabem que dominam grandes porções do conhecimento. Mas não esquecem de que a inteligência lhes foi dada por Deus, de onde todos emanamos.
Somos os filhos da Suprema Inteligência, que nos permite crescer ao infinito.
Contudo, a Ele cabem todas as bênçãos, permitindo-nos, na qualidade de irmãos uns dos outros, atuar, agir, no grande concerto da criação.
Pensemos nisso e façamos o bem, sempre nos recordando que sem Deus nada podemos.
 
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Samuel Hahnemann.
Em 25.05.2011.



 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Salários


Em certa passagem do Evangelho, narra-se uma pregação de João Batista.
A multidão interage com o profeta e lhe pede orientações.
Em dado momento, alguns soldados perguntam o que devem fazer.
João lhes responde que devem contentar-se com o seu soldo e não tratar mal ou defraudar a ninguém.
Essa frase tão concisa mostra grande sabedoria.
Muita gente se perde em tortuosos labirintos por não entender os problemas da remuneração na vida comum.
A busca de ganhos cada vez maiores pode fazer com que a pessoa esqueça os deveres que justificam seu salário atual.
Por se sentir injustiçada, arde em inveja de quem ganha mais.
Há operários que reclamam a remuneração devida a altos executivos.
A ganância costuma lançar um véu sobre a realidade e o ganancioso tudo vê sob uma ótica particular.
Ele sempre encontra uma forma de comparar sua situação com a dos outros, em seu favor.
Entretanto, não examina seriamente as graves responsabilidades que repousam sobre os ombros dos homens altamente colocados.
Muitas vezes, estes se convertem em vítimas da inquietação e da insônia.
Suas decisões e ações afetam a vida de incontáveis seres humanos e eles sentem o peso que isso representa.
Frequentemente, têm de gastar as horas destinadas ao descanso e à vida familiar em representações sociais.
De outro lado, há homens que vendem a paz do lar em troca de maiores ganhos.
Abdicam da convivência com os filhos enquanto se entregam a atividades desnecessárias.
Muitas vezes, justificam seu proceder com o propósito de dar conforto à família.
Contudo, olvidam que o afeto e a educação são os tesouros mais preciosos que podem proporcionar aos seus rebentos.
Ao eleger os bens materiais como o objetivo superior da existência, dão exemplos perniciosos.
Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice, descontentes com seus salários.
Apresentam-se ansiosas e descrentes, enfermas e aflitas, por não entenderem as circunstâncias do caminho humano, no que tange ao dinheiro.
Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros Divinos.
Segundo a sabedoria popular, para a grande nau surgirá a grande tormenta.
Valorizar cada servidor o seu próprio salário é prova de elevada compreensão, ante a justiça do Todo Poderoso.
Para alcançar a paz, o relevante é estar muito atento aos próprios deveres.
Trabalhar com honestidade e desenvolver o próprio potencial.
Buscar melhoria, progresso e bem-estar, mas sem a angústia da ganância material e sem cobiçar o que é do próximo.
Antes de analisar o pagamento da Terra, é preciso se habituar a valorizar as concessões do Céu.
Pense nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5 do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 23.05.2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Devemos nos perguntar...


Cada dia que nasce é um convite para trabalhar a nossa reforma interior.

O tempo passa e leva a oportunidade perdida.

A cada dia devemos nos perguntar:

Se estamos empregando bem o nosso tempo?

Se aproveitamos o tempo com utilidade e sabedoria?

Se não jogamos muitas palavras ao vento?

Se fizemos todo bem que podíamos?

E se nos lembramos de agradecer a Deus por mais um dia de oportunidade de nos melhorar e trabalhar, de servir nossos entes queridos, de agradecer a todos que contribuíram para que nossa vida seja mais fácil?

Que cada dia agradeçamos a Jesus por tudo.

Que Jesus nos abençoe sempre.


Um amigo,
A todos os amigos da
Fraternidade Francisco de Assis.


Psicografia recebida pelo
Grupo de Estudos de Psicografia da
Fraternidade Francisco de Assis



 

domingo, 22 de maio de 2011

ABENÇOA


Emmanuel
Discernir – sim.
Condenar – não.
Ensinar – sim.
Impor – não.
Senhor Jesus!
Abençoa-nos para que a tua paz esteja conosco.
Dá-nos a força precisa para te aceitarmos os desígnios sempre sábios e justos.
Livro Agenda de Luz - Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A VISITA


 Casimiro Cunha

 

Quando Deus criou a Terra

A visita de amizade,

Permitiu-a, incentivando

A paz e a fraternidade.

 

Antes, contudo, o Senhor,

Que preserva nossa vida,

Deu a norma generosa

Que, em tudo, lhe é devida.

 

No silêncio venerando

Com que falta das Alturas,

Nosso Pai ensina isso

Visitando as criaturas.

 

Vem com o sol de maravilhas

Que não olvida ninguém,

Aquece as coisas e os seres,

Amando, fazendo o bem.

 

Vem junto à chuva bondosa

E atende à fecundação,

Traz flores, verdura e seiva

E espalha as bênçãos do pão.

 

A Visita Paternal

Nunca falta nem demora,

O Senhor vem ver-nos sempre,

Cada dia, cada hora.

 

Entretanto, não comenta

Nossas grandes cicatrizes,

Apenas procura meios

De tornar-nos mais felizes.

 

De mil modos auxilia

Com bondade sempre igual,

Buscando estabelecer

O olvido de todo mal.

 

Nos tempos de riso e flores,

Nos dias de dor e abrolhos,

Ao lado de seus amigos,

Não visites com maus olhos.

 

Maledicência é veneno

Que traz angústias de inferno;

Ganhar visita ou fazê-la,

É divino dom do Eterno.

 

Livro: Cartilha da Natureza – Espírito Casemiro Cunha – Psicografia Chico Xavier 

 

 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Balões que Sobem"


Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar.

O vendedor de balões havia chegado cedo, aproveitando a clientela infantil para oferecer seu produto e defender o pão de cada dia.

Como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda.

Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares.

Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca.

Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava.

Aproximou-se meio sem jeito e perguntou:

Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?

O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe:

Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.

*   *   *

O preconceito é uma praga que se alastra nas sociedades e vai deixando um rastro de prejuízos, tanto físicos como morais.

O preconceito de raça tem feito suas vítimas, ao longo da História da Humanidade.

Mas não é somente o preconceito racial que tem sido causa de infelicidade. Esse malfeitor também aparece disfarçado sob outras formas para ferir e infelicitar.

Por vezes, surge como defensor da religião, espalhando a discórdia e a maldade, o sectarismo e os ódios sem precedentes.

Outras vezes apresenta-se em nome da preservação da raça, gerando abismos intransponíveis entre os filhos de Deus.

Também costuma travestir-se de muro entre as classes sociais, fortalecendo o egoísmo, o orgulho, a inveja e o despeito.

Podemos percebê-lo, ainda, agindo como barreira entre a inteligência e a ignorância, disfarçado de sabedoria, impedindo que o mais esclarecido estenda a mão ao menos instruído.

O preconceito também costuma aparecer travestido de patriotismo, criando a falsa expectativa de supremacia nas mentes contaminadas pela soberba.

Ele também pode ser percebido com aparência de idealismo político, explorando mentes juvenis inexperientes e sonhadoras, que são usadas como massa de manobra.

Como se pode perceber, o preconceito é um inimigo público que deveria ser combatido como se combate uma epidemia.

Essa chaga social tem emperrado as rodas do progresso e da paz.

Por essa razão, vale empreender esforços para detectar sua ação, sob disfarces variados, e impedir sua investida infeliz.

Começando por nós mesmos, vamos fazer uma autoanálise para verificar se o preconceito não está instalado em nosso modo de ver, de sentir, comandando nossas atitudes diárias.

Depois, extirpar de vez por todas esse mal que teima em nos impedir de viver a solidariedade e a fraternidade sem limites, como propôs o Mestre de Nazaré.

*   *   *

A fraternidade é a chave que rompe as amarras que nos retém nas baixadas, quais balões cativos, e nos permite ganhar as alturas, elevando-nos acima das misérias humanas.

Para isso, lembremo-nos do vendedor de balões e ouçamos a sábia advertência da nossa própria consciência:

Não é a cor, nem a raça, nem a posição social, nem a religião, nem as aparências externas, filho, é o que está dentro de você que o faz subir.

Pense nisso!

 

Redação do Momento Espírita com base no conto, O vendedor de balões, do livro As 100 mais belas parábolas de todo os tempos, de Alexandre Rangel, ed. Leitura.

Em 25.04.2011.