sábado, 30 de abril de 2011

CONVITE


Vallado Rosas

                        
Vem ao banquete do Evangelho augusto!
Mas ouve, irmão. Esquece, enfim, lá fora,
Os tormentos da sombra que devora
Teu coração que vaza pranto e susto.
 
Traze a Jesus um coração robusto
No amor sublime que nos aprimora
E cultiva a esperança irmã da eurora
Na noite que atravessas, crendo a custo...
 
Cessa as imprecações e o vãos lamentos,
Enxuga sem revolta os pés sangrentos,
longe da sombra que trilhaste a esmo.
 
E encontrarás o Cristo Soberano
- Oh, torturado coração humano!
-  No templo e vivo de ti mesmo!

(Francisco Cândido Xavier por Espíritos Diversos. in: Nosso Livro)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Música "Mestre Amigo" Letra e Áudio


 Gaia, a Arte Viva

Quando penso em ti Jesus
A barra fica mais leve
Sei que tu andas comigo
por onde eu for
É tão bom ter-te por perto
Crer em ti me faz "tão bem"
Sem a tua companhia eu não sou ninguém
Mestre amigo, estrela cintilante
Guia nossos passos vacilantes
Dá-nos forças pra vencermos nossos erros
E nos guarda sempre em tua paz!  

O poder da doçura



O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras.
Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, Prêmio Nobel de Literatura de 1913:
Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.
*   *   *
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante.
Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo.
E conseguem modificar muitas coisas. Um sábio exemplo foi de Madre Teresa de Calcutá.
Antes dela e depois dela tem se falado em altos brados sobre miséria, fome e enfermidades que tomam comunidades inteiras.
Ela observou a miséria, a morte e a fome rondando os seus irmãos, na Índia. Tomou uma decisão. Agiu. Começou sozinha, amparando nos braços um desconhecido que estava à beira da morte nas ruas de Calcutá.
Fundou uma obra que se espalhou, com suas Casas de Caridade, por todas as nações.
Teve a coragem de se dirigir a governantes e homens públicos para falar de reverência à vida, de amor, de ação.
Não gritou, não esbravejou. Cantou a música do amor, pedindo pão e afeto aos pobres mais pobres.
Deixou o mundo físico mas conseguiu insculpir as linhas mestras do seu ideal em centenas de corações. Como a água mansa, ela cantou nos corações e os conquistou, amoldando-os para a dedicação ao seu semelhante.
*   *   *
Há muito amor em sua estrada que, por enquanto, você não consegue valorizar...
Busque se aplicar no dom de ver e, vendo a ação da presença do Criador, que é amor, na expressão mais alta, como conceituou o Apóstolo João, faça de sua passagem pelo mundo um dia feliz.
Se você espera ser útil e desaprova a paralisia do coração, procure amar, porque todos os mistérios da vida e da morte se encontram no amor... pois o amor é Deus!

Redação do Momento Espírita, com pensamento finais do cap. 22 do livro Rosângela, pelo Espírito homônimo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 26.04.2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

AVISO


Emmanuel
         Perdeste posição?
         Trabalha e terás outra.
         Amigos te deixaram?
         Serve e outros mais virão.
         Prejuízos vieram?
         Acharás novo apoio.
         Se a doença surgiu,
         Deus proverá remédio.
         Se trabalhas e serves,
         Terás sempre o melhor.
         Mas tempo que se perde
         Nunca retornará.
Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: “Algo Mais”

Medicação

Aceite-se, tal qual é, buscando melhorar-se.


Suporte com paciência as provas do caminho.


Se você caiu, erga-se logo para seguir adiante.


Se já conhece o que seja tentação, já sabe claramente como evitá-la.


Deixe de criar motivações a sofrimentos de que não tem necessidade.


Abstenha-se de realções que lhe prejudiquem a paz.


Não tente sanar amarguras da alma com medicações que lhe criem exagerada dependência.


Cultive fortaleza de ânimo e escolha a realidade, tal como se apresenta.


Faça todo bem que puder, auxiliando a todos, mesmo quando não possa estar com todos.


Trabalhe sempre, confiando em DEUS.


Não diga que isto é óbvio ou que já sabe tudo isto, porque os planos do bem devem ser infinitamente repetidos e a construção mais simples é sempre a mais difícil de se fazer.


André Luiz.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

NA SEARA DO BEM




 

Batuíra

 

De quando a quando surgem as dificuldades e os tropeços da experiência humana a nos afligirem, como pequeninos entraves em máquinas preciosas, mas superaremos todos os obstáculos, sejam pequenos ou grandes, para chegarmos incólumes à vitória final. Cremos, desse modo, que – incluindo nós mesmos entre os beneficiários dos apelos do Senhor no Evangelho – tudo o que pudermos fazer por mais amor é dever nosso em favor da seara do bem e da luz em nossas mãos, tudo resultando em favor de nós mesmos.

 

 

Livro "Mais Luz". Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 



LEVANTAI OS OLHOS

Emmanuel

"Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa."
- Jesus. (JOÃO, 4:35.)

O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago.
 A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo.
 Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não podemos estacionar numa ou noutra expressão.
 Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas.
 É preciso cogitar da colheita de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro.
 Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.
 Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
 Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
 Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.
 É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.
 Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão somente nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono...
 Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!...
 Olha para o alto! ...
 Repara as frondes imortais, balouçando-se ao sopro da Providência Divina!
 Dá-te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo, os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos Céus.

Livro: Vinha de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier

domingo, 24 de abril de 2011

A DISCÍPULA




Nena

 

Às irmãs da Escola Jesus Cristo

No tempo de Jesus, ao pé do Tiberíades, havia uma mulher humilde e pobre, que havia conhecido o Senhor e se fizera sua amiga devotada, nas horas mais amargas de sua passagem pela Terra.
Conheciam-na como a Discípula de Jesus, vivendo das recordações carinhosas e ternas do Cordeiro.
*
O Mestre havia expirado na Cruz, seu apóstolos haviam se dispersado no mundo e a Galiléia era, agora, um deserto verde, cheio de sol, onde o lago famoso era uma taça de lágrimas cristalinas, vertida pela natureza, em memória d'Aquele que lhe preferia os encantos singelos, distante das vaidades materiais.
*
A Discípula, porém, amava ao Messias e estava ali para servi-lo, com a sua dedicação. Peregrinos de longe batiam-lhe à choupana agreste, aberta constantemente às criancinhas e aos desamparados da sorte, com quem repartia o pão minguado de sua existência honesta.
Se as provas eram amargas, Jesus era a claridade confortadora de sua vida.
*
Anos passaram.
Na sua região, a Discípula era um símbolo de humildade e de trabalho, de caridade e de alegria.
*
Certa tarde, a filha da Galiléia abandonada sentou-se ao pe de seu casebre triste.
Seu coração, cansado de bater, recordava na sombra as lições do Messias.
*
Era a hora em que a natureza se aquietava, como ovelhinha mansa, para lhe ouvir a palavra tocada de suava mistério.
Parecia-lhe rever o Senhor, junto do lago extenso. Sentia-se em retorno à mocidade distante e inclinava-se ante a Sua figura Inesquecível.
*
Em dado instante, contudo, um leve ruído despertou-a. Aproximava-se um mendigo. As sombras do crepúsculo não lhe permitiram divisar seus traços fisionômicos mas, os peregrinos eram tantos, que não constituía surpresa recebe-los, no seu pouso singelo, em todos os instantes do dia.
*
_ Entra irmão! _ Exclamou a serva de Jesus, com um sorriso bondoso.
O mendigo penetrou o humbral, abençoando-a com um olhar de luz, que brilhava entre os trapos de sua vestidura como uma estrela divina.
*
A Discípula deu-lhe pão e um tapete humilde para o repouso das chagas dolorosas que lhe sangravam o corpo, encorajou-o com palavras de bondade e lhe falou das bem-aventuranças que o Evangelho do Senhor prometera aos mansos e aos aflitos.
*
O peregrino escutou-a com atenção.
_ Vives só? _ Perguntou ele, com inflexão de ternura.
_ Vivo com Jesus! _ Respondeu a serva do Senhor, com humildade.
_ E não tens ninguém no mundo?
_ Quem vive na fé do Messias Nazareno trabalha e espera em Sua Bondade, com profunda alegria.
_ Nunca recebeste as felicidades da Terra?
_ Nunca, porque espero as do Céu, onde Jesus nos promete as venturas eternas do Seu Reino.
_ E tens fé?
_ Sim, porque pelo Senhor troquei todas as alegrias materiais.
*
O mendigo observou-a em silêncio, como se, agora, estivesse absorvido em longas meditações.
*
_ Tenho sede! _ Disse ele, em tom de rogativa.
A Discípula lhe trouxe a água clara e fresca do cântaro.
_ Doem-me as chagas pela caminhada penosa!... _ Gemeu o peregrino suplicante.
A Discípula preparou um vaso de água limpa para lavar-lhe as úlceras dolorosas. Sua casa, porém, era paupérrima e não teria uma toalha conveniente para a operação necessária. Mas, de repente, lembrou-se que, um dia, observara Madalena enxugando os pés do Senhor com os anéis dos seus cabelos.
*
Por que não faria o mesmo com o desventurado do caminho? Jesus não recolhera todos os pobres e desventurados da sorte sobre o mundo?
*
Sem hesitar, depois de banhar-lhe as chagas sangrentas e doloridas, enxugou-lhe os pés com a toalha de seus cabelos abundantes, mas, nesse momento, observou que as úlceras do mendigo tinham sinal dos cravos da cruz!... Surpreendida, levantou o olhar, mas não viu mais o peregrino triste e esfarrapado... Á sua frente, Jesus de Nazaré lhe estendia os braços amorosos, aureolado na luz de Sua Majestade Divina.
*
_ Mestre!... _ Exclamou a serva humilde, embriagada de júbilo, com a mais forte das emoções a estrangular-lhe o peito oprimido.
_ Vem, filha!... _ Exclamou o Senhor, amparando-a nos braços cariciosos, com o Seu divino sorriso.
*
A Discípula sentiu que a transportavam a um país misterioso e sublime, onde o seu coração aliviado experimentava o beijo singular de todas as harmonias.
A Galiléia minúscula era pequenina demais para conter os júbilos de sua alma, no perfumado caminho, desdobrado no azul do Infinito, ante o sorriso doce das primeiras estrelas que fulgiam no fundo do firmamento sem fim.
No dia seguinte, em vão, chamava-se a serva de Deus, no seu tugúrio desalentado, e ante o seu cadáver singelo que sorria serenamente, compreendeu-se que a Discípula, conduzida por Jesus, havia partido para as Alegrias Eternas de Seu Reino.

Fonte: Livro "Doutrina E Aplicação". - Psicografia Chico Xavier - Espíritos Diversos.
Digitado por: Maria Luiza da Silveira Chaves.

Conselhos

"VIGILÂNCIA EXTERNA"

 

A caridade moral consiste em se suportarem umas às

outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo

inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande

mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando

fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade

isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se

escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso

de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas

vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na

vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo,

constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade,

mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao

mau proceder de outrem é caridade moral. (ESE)

 

"VIGILÂNCIA INTERNA"

 

Momentos de invigilância existem muitos. Todos os temos em incontáveis ocasiões. Citaremos alguns dos estados emocionais que representam invigilância em nossa vida: revolta, ódio, ideias negativas de qualquer espécie, depressão, tristeza, desânimo, pessimismo, medo, ciúme, avareza, egoísmo, ociosidade, irritação, impaciência, maledicência, calúnia, desregramentos sexuais, vícios — fumo, álcool, tóxicos, etc. (OBSESSÃO DESOBSESSÃO/SUELY)





sexta-feira, 22 de abril de 2011

O pensamento - Nosso Lar "Ministra Veneranda"

video
Mensagem extraída do AudioBook FEB Nosso Lar

Oração pela dor - Sexo e Destino "Irmão Félix"

video
Mensagem extraída do Audiobook FEB Sexo e Destino

Companheiros francos

Na esfera do sentimento, somos habitualmente defrontados por certa classe de amigos que são sempre dos mais preciosos e aos quais nem sempre sabemos atribuir o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade, acerca das nossas necessidades de espírito.

Invariavelmente, categorizamos em alta conta de afeições que nos assegurem conveniências de superfície, nos quadros do mundo. Confiança naqueles que nos multipliquem as posses efêmeras e solidariedade aos que nos garantam maior apreço no grupo social. Perfeitamente cabível a nossa gratidão para com todos os benfeitores que nos enriquecem as oportunidades de progredir e trabalhar na experiência comum.

Sejamos, porém, honestos conosco e reconheçamos que não nos é fácil aceitar o concurso dos companheiros cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência. Se nos falam, sem nenhum circunlóquio, em torno dos perigos de que nos achamos ameaçados, à vista de nossa inexperiência ou invigilância, ainda mesmo quando enfeitem a frase com o arminho da bondade mais pura, frequentemente reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos e duros de coração. Se insistem, não raro consideramo-los obsidiados, quando não permitimos que o mel da amizade se nos transtorne na alma vinagre de aversão, exagerando-lhes os pequeninos defeitos, com absoluto esquecimento das nobres qualidades de que são portadores.

Tenhamos em consideração distinta os amigos incapazes de acalentar-nos desequilíbrios ou ilusões. Jamais cometamos o disparate de misturá-los com os caluniadores. Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem a avisam com discrição e bondade. Sempre que algo nos digam, sacudindo-nos a alma, entremos em sintonia com a própria consciência, roguemos ao Senhor nos sustente a sinceridade e saibamos ouvi-los.

(Livro Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

O Auxílio - NOSSO LAR "Ministro Clarêncio"

video
Mensagem extraída do AudioBook FEB Nosso Lar

Aspiração

André Luiz
 
Conquanto, às vezes, sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.
É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola quanto  auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Trazendo a sua consciência tranqüila, nos deveres que a vida lhe deu a cumprir, você pode e deve viver a sua vida tranqüila, sem qualquer necessidade de ser infeliz.
Uma atitude de simpatia para com o próximo e sempre uma porta aberta em seu auxílio agora e no futuro.
Livro Agenda de Luz - Francisco Cândido Xavier
 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Amparo espiritual

No plano físico, onde apareça a cultura social, multiplicam-se dispositivos de segurança contra desastres. 
Isso, porém, deve igualmente ocorrer no reino da alma.
Se já acordaste para o conhecimento superior, caminhas à frente com a função de guiar.
Convence-te de que quanto mais se te amplie o aperfeiçoamento íntimo, mais dilatado o número dos olhos e dos ouvidos que te procuram ver e escutar, de vez que todos aqueles que se afinam contigo, em subalternidade espiritual, passam, mecanicamente, à condição de aprendizes que te observam.
Não te descuides, pois, do amparo aos que te acompanham no educandário da vida, entendendo-se que existem quedas de pensamento determinando lamentáveis acidentes de espírito.
Em toda a situação, seleciona palavras e atitudes que possam efetivamente ajudar.
Ante as falhas alheias, não procedas irrefletidamente, censurando ou aprovando isso ou aquilo, sem análise justa, a pretexto de assegurar a harmonia, mas define-te com bondade, providenciando corretivos aconselháveis, sem alarde e sem aspereza.
Se aparece a necessidade de advertência ou repreensão, já que toda a escola respeitável reclama disciplina, oferece o próprio exemplo no dever retamente cumprido, antes de falar, e, falando, escolhe, tanto quanto seja possível, lugar, tempo e maneira, segundo os comprometimentos havidos na causa do bem comum.
Lendo noticiários calamitosos ou livros indesejáveis, destaca os assuntos que te pareçam dignos de apreço e examina-os com os irmãos do nível de experiência, evitando comentários inconvenientes com os amigos de entendimento imaturo.
Espalhando publicações ou divulgando-as, consagra atenção apenas àquelas suscetíveis de beneficiar os leitores.
Diante de todas as divergências, conflitos, desesperos e inquietações, articula idéias de paz e pronuncia frases de paz, sem desconhecer embora que todos nos achamos em luta incessante contra o mal e que nenhuma pessoa realmente esclarecida pode acreditar-se em ilusória neutralidade. Pacifica os outros, através de tua cooperação despretensiosa e espontânea na formação da tranqüilidade alheia, sem enganar a ninguém com a expectativa de um sossego que só existe naqueles que fogem das próprias obrigações e que nunca se previnem contra a desordem.
Administra, onde estiveres, o auxílio espiritual com a alavanca do próprio equilíbrio. Vigilância sem violência. Calma sem preguiça. Consolo sem mentira. Verdade sem drama.
Se já sabes o que deves fazer, no plano da alma, trazes o coração chamado a instruir, e um professor verdadeiro, enxergando mais longe, não apenas informa e ensina, mas também socorre e vela.

(De "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
pelos  Espíritos Emmanuel e André Luiz)   

Confia sempre

video

CURA ESPIRITUAL

André Luiz

Comece orando. A prece é luz na sombra em que a doença se instala.

Semeie alegria. A esperança é alegria no coração.

Fuja da impaciência. Toda irritação é desastre magnético de conseqüências imprevisíveis.

Guarde confiança. A dúvida deita raios de morte.

Não critique. A censura é choque nos agentes da afinidade.

Conserve brandura. A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.

Não se escandalize. O corpo de quem sofre é objeto sagrado.

Ajude espontaneamente para o bem. Simpatia é cooperação.

Não cultive os desafetos. Aversão é calamidade vibratória.

Interprete o doente qual se fosse você mesmo. Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor.

Médium: Francisco Cândido Xavier Livro: "O Espírito da Verdade"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A ORAÇÃO

Amaral Ornelas



A princípio, é um rumor do coração que clama,

Asa leve a ruflar da alma que anseia e chora...

Depois, é como um círio hesitante da aurora,

Convertendo-se, após, em resplendente chama...



Então, ei-la a vibrar como estrela sonora !

É a prece a refulgir por milagrosa flama,

Glória de quem confia o poder de quem ama,

Por mensagem solar, cindindo os céus afora...



Depois, outro clarão do Além desce e fulgura,

É a resposta divina aos rogos da criatura,

Trazendo paz e amor em fúlgidos rastilhos !..



Irmão, guardai na prece o altar do templo vosso!

Através da oração, nós bradamos: - “Pai Nossos”

E através dessa luz, Deus responde: - “Meus filhos!”



Do livro À Luz da Oração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ante os testemunhos


 

Segundo o Evangelho, na iminência de Seu martírio, Jesus dirigiu-Se ao Getsêmani com os discípulos. Acompanhado de três deles, afastou-Se um pouco para orar. Declarou-Se triste, pediu que vigiassem com Ele e orou.

Absolutamente tudo o que Jesus fez durante Sua jornada terrena é pleno de significados.

Ele é o Modelo e Guia dado por Deus à Humanidade. Forte como nenhum homem jamais o foi, por Suas virtudes, mas ainda assim sujeito às intempéries da vida terrena. Em face do grande testemunho que se avizinhava, esse Homem Superior lançou mão de duas providências.

Primeiro, cercou-Se de Seus amigos queridos e partilhou com eles Suas angústias. Segundo, entrou em contato com a Divindade por meio da oração. No mundo, o homem está sempre às voltas com testemunhos. Em sua fragilidade, a cada instante é colocado à prova. Diferente de Jesus, pleno de pureza, bondade e sabedoria, o homem comum está sujeito às tentações e às dúvidas. Frequentemente se indaga a respeito de qual o melhor caminho a seguir. Hesita, sente-se fraco e teme não conseguir vencer as provações.

Mesmo quando decidido, às vezes fraqueja ao colocar em prática suas boas resoluções. Essencialmente frágil, o ser humano não se debate apenas com dificuldades pontuais. Diariamente, ele corre o risco de cometer pequenos e desnecessários equívocos. Não se trata de pintar um quadro desanimador, mas de ser realista.

O bem é sempre possível e ele invariavelmente ilumina e pacifica. Apenas, por vezes, as tentações do mundo se apresentam bastante sedutoras.

Nesse contexto, convém recordar o sábio exemplo de Jesus.

Em Sua grandeza, Ele não abdicou de dois sublimes recursos: a oração e a amizade. A oração coloca o homem em ligação com o Divino. Faculta que ele receba salutares inspirações e se fortifique.

O hábito de orar constitui um eficiente antídoto contra as loucuras do mundo. Mas, nessa busca do Alto, importa não esquecer os companheiros de jornada. As amizades sinceras aquecem o coração e reduzem as carências e fragilidades. É importante aprender a partilhar as próprias dificuldades e sonhos com algumas pessoas de confiança. Esse processo de narrar os conflitos íntimos a Deus e ao próximo faculta o autoconhecimento.

Se algo parecer muito vergonhoso para ser partilhado com um amigo querido, é porque jamais deve ser colocado em prática.

Assim, ante seus testemunhos diários, ligue-se a Deus e a seus amigos. Trata-se de uma valiosa estratégia para que vença a si mesmo e caminhe firme em direção ao alto.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.

Em 18.04.2011.

 

 





INVIGILÂNCIA: A PORTA PARA A OBSESSÃO

A existência dos fatores predisponentes — causas cármicas —facilitam a aproximação dos obsessores, que, entretanto, necessitam descobrir o momento propicio para a efetivação da sintonia completa que almejam.

Este momento tem o nome de invigilância. É a porta que se abre para o mundo intimo, facilitando a incursão de pensamentos estranhos, cuja finalidade é sempre o conúbio degradante entre mentes desequilibradas, o inevitável encontro entre credor e devedor, os quais não conseguiram resolver suas divergências pelos caminhos do perdão e do amor.

É o instante em que o cobrador, finalmente, bate às portas da alma de quem lhe deve. E, sempre o faz, nessas circunstâncias, pela agressão, que poderá vir vestida de sutilezas, obedecendo a um plano habilmente traçado ou de maneira frontal para atordoar e desequilibrar de vez a vitima de hoje.

Momentos de invigilância existem muitos. Todos os temos em incontáveis ocasiões. Citaremos alguns dos estados emocionais que representam invigilância em nossa vida: revolta, ódio, ideias negativas de qualquer espécie, depressão, tristeza, desânimo, pessimismo, medo, ciúme, avareza, egoísmo, ociosidade, irritação, impaciência, maledicência, calúnia, desregramentos sexuais, vícios — fumo, álcool, tóxicos, etc.

Adverte-nos Scheilla: "Toda vez que um destes sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento." (7)

Um momento de invigilância pode ocasionar sérios problemas, se este for o instante em que o obsessor tentar conseguir a sintonia de que necessita para levar avante os seus planos de vingança. Convém ressaltar que um minuto ou um instante de medo, revolta, impaciência, etc., não significa necessariamente que a pessoa esteja obsidiada. Mas, sim, que uma ocasião destas poderá ser utilizada pelo obsessor como ensejo que ele aguarda para insuflar na vítima as suas ideias conturbadas. Desde que estes estados de invigilância passem a ser constantes, repetindo-se e tornando-se uma atitude habitual, aí obviamente estará configurada a predisposição para o processo obsessivo.

Recordemo-nos de que qualquer ideia fixa negativa que venha nos perturbar emocionalmente, é sempre sinal de alarme, ante o qual deveremos fazer valer em nossa vida o sábio ensinamento do Mestre: "Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo."


OBSESSÃO E DESOBSESSÃO
SUELY CALDAS SCHUBERT


Nosso concurso

Com efeito, o nosso concurso na obra do bem possui características marcantes:

É sempre oportuno.
Nunca se torna excessivo.
Apresenta valor específico
Recebe beneplácito superior.
Demonstra-nos o desejo de acertar.
Constitui experiência sempre nova.
Mostra campo ilimitado de manifestação.
Não precisa impor nem condicionar.
Revela hoje o amanhã melhor.
Significa chamamento a cooperação dos outros.
Carreia o progresso.
Preenche-nos o tempo de maneira ideal.
Valoriza a vida de todos.
Sustenta o equilíbrio comum.
Constrói para sempre.

Estenda mão amiga às tarefas do bem anônimo, pois quem viaja na Terra dá e recebe invariavelmente os dons da alegria ou os tóxicos da tristeza que semeia por onde passa, na peregrinação para a vida eterna.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Antologia Do Caminho

Ajuda aos outros e serás amparado pelos heróis do bem.

Semeia a fraternidade e conquistarás a influência benéfica de milhares de irmãos.

 Emmanuel




A ação da amizade

Vez que outra, é bom nos determos, por alguns minutos,  para refletir um pouco sobre a ação da amizade em nossas vidas.
A amizade é o sentimento que une as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e as infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, se apaga, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra o êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez.
Quando passam os impulsos sexuais do amor nos cônjuges, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões, dá-nos até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é a meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.
*   *   *
Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.
Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afetiva.
Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.
Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afeto.
Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 121 do livro Vinha de luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e em mensagem do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 28/12/1987, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
Em 11.01.2010.

sábado, 16 de abril de 2011

De Bem com a Vida!

Esteja de bem com a vida. Para estar de bem com a vida, as pessoas e as coisas, você tem que estar, primeiramente, de bem consigo mesmo. E para gostar de si mesmo precisa apreciar seus valores. Ponha ordem no seu interior e reconheça estar DEUS dentro de você. Não se entendie com seus aspectos positivos, não brigue consigo esmo, nem relute em ter ânimo. Olhe-se com prazer e entre em paz com o seu destino. Estar de bem com a vida é cuidar do coração.
(Lourival Lopes - Livro Sabedoria Todo Dia)