quarta-feira, 17 de julho de 2013

O herdeiro do pai

Tema da semana
Os tormentos voluntários”
de 15/07/2013 a 21/07/2013

Emmanuel

"A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo."
Paulo (Hebreus, 1:2)

Cede aos poderes humanos respeitáveis o que lhes cabe por direito lógico da vida, mas não te esqueças de dar ao Senhor o que lhe pertence.

Esta fórmula conciliadora do Evangelho permanece, ainda, palpitante de interesse para o bem-estar do mundo.

Não convém concentrar em organizações mutáveis do plano carnal todas as nossas esperanças e aspirações.

O homem interior renova-se diariamente. Por isso, a ciência que lhe atende as reclamações, nos minutos que passam, não é a mesma que o servia, nas horas que se foram, e a do futuro será muito diversa daquela que o auxilia no presente. A política do pretérito deu lugar à política das lutas modernas.

Ao triunfo sanguinolento dos mais fortes ao tempo da selvageria sem peias, seguiu-se a autocracia militarista. A força cedeu à autoridade, a autoridade ao direito. No setor das atividades religiosas, o esforço evolutivo não tem sido menor.

Em vista de semelhantes realidades, por que te apaixonas, com tanta veemência, por criaturas falíveis e programas transitórios?

Os homens de hoje, por mais veneráveis, são herdeiros dos homens de ontem, empenhados na luta gigantesca pela redenção de si mesmos. Poderão prometer maravilhosos reinados de abastança e paz, liberdade e harmonia, entretanto, não fugirão ao serviço de corrigenda dos erros que herdaram, não só daqueles que os antecederam, no campo dos compromissos coletivos, mas igualmente de suas próprias experiências passadas, em tenebrosos desvios do sentimento.

A civilização de agora é sucessora das civilizações que faliram.

As nações que se restauram aproveitam as nações que se desfizeram.

As organizações que surgem na atualidade guardam a herança das que desapareceram na voragem da discórdia e da tirania.

Examinando a fisionomia indisfarçável da verdade, como hipertrofiar o sentimento, definindo-te, em absoluto, por instituições terrestres que carecem, acima de tudo, de teu próprio auxílio espiritual?

Como pode a casa sem teto abrigar-te da intempérie? A planta do arranha céu, inteligentemente traçada no pergaminho, ainda não é a construção mantenedora da legítima segurança.

Não existem, pois, razões que justifiquem os tormentos dos aprendizes do Cristo, angustiados pelas inquietudes políticas da hora que passa. Semelhante estado de alma é simples produto de inadvertência perigosa. porque todos devemos saber que os homens falíveis não podem erguer obras infalíveis e que compete a nós outros, partidários do Mestre, a posição de trabalhadores sinceros, chamados a servir e cooperar na obra paciente e longa, mas definitiva e eterna daquele a quem o Pai "constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo".


Do livro “Fonte viva”.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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AFLIÇÃO
Toda a aflição, ao lado de Jesus,
É mais óleo na lâmpada do Amor!
Glória ai grande caminho redentor
Orvalhando de lágrimas da cruz.
João de Deus
Do livro “Dicionário da alma”.
Psicografia de “Francisco Cândido Xavier”.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Jesus e Tormentos

Tema da semana
Tormentos voluntários”
de 15/07/2013 a 21/07/2013

Joanna de Ângelis

Genericamente, o homem tem sido considerado como a massa física e mental, ainda incompleta, que demanda o túmulo e ali se consome.

As religiões reportam-se à alma com um destino adrede fixado para o futuro, repousando na ociosidade ou padecendo na punição intérmina.

O mundo é, para os primeiros, um lugar de prazeres imediatos com a inevitável presença do sofrimento, que faz parte da sua imperfeição; para os segundos, é “vale de lágrimas” ou “lugar de degredo”.

De um lado, a simplista informação do nada após a morte; do outro, a fatalidade preestabelecida, violando os códigos do querer, do lutar, do vencer.

Uma e outra corrente de pensamento conduz, inevitavelmente, aos tormentos.

Aqui, o gozo até a lassidão dos sentidos, e ali, a amargura frustrante. a castração da alegria em mecanismos de evasão da realidade.

Fundamentados nessas propostas surgem aqueles que vivem para fruir e os que se recusam à satisfação.

*

Jesus foi o protótipo da felicidade.

Amava a Natureza, os homens, os labores simples com os quais teceu as Suas maravilhosas parábolas.

Não condenava as condições terrenas, não as exaltava.

Na posição de Mestre ensinava como se devia utilizá-las, respeitando-as, com elas gerando alegria entre todos, abençoando-as.

Como Médico das almas propunha vivê-las sem pertencer-lhes, assinalando metas mais elevadas, que deveriam ser conquistadas com esforço pessoal.

*

Os tormentos humanos procedem da consciência de culpa de cada criatura.

Originário de outras existências corporais, o Espírito herda as suas ações, que ressurgem em forma de efeitos.

Quando aquelas foram saudáveis, estes se lhe fazem benfazejos. O inverso é, igualmente, verdadeiro.

Dos profundos arcanos da individualidade surgem as matrizes das aflições que se lhe estabelecerão no ser como processos depuradores, facilitando a instalação das enfermidades, dos tormentos, das insatisfações.

Da mesma forma, criam-se-lhe as condições favoráveis para a existência, fácil ou árdua, no lar caracterizado por problemas socioeconômico morais, ou enriquecido de amor e recursos que lhe favorecem a jornada.

No ser profundo, imortal, encontram-se as raízes dos fenômenos que agora lhe repontam sobre o solo da organização carnal.

*

Os teus tormentos atuais são tormentos que engendraste em vidas passadas.

Atormentaste com impiedade e agora sofres sem conforto.

Afligiste sem misericórdia e ora padeces sem afeição.

Inquietaste com perversidade e hoje te perturbas sem consolo.

O teu íntimo é um caldeirão fervente.

Os conflitos se sucedem e sais de um para outro desespero.

Tens dificuldade em exteriorizá-los, verbalizá-los, aliviando-te.

Fobias, complexos, recalques dominam-te a paisagem mental e te sentes um fracassado.

Retempera o ânimo, porém, e sai do refúgio dos teus tormentos para a luz clara da razão.

Ninguém está, na Terra, fadado ao sofrimento, aos conflitos destruidores.

Todos retornam ao mundo para aprender, recuperar-se, re- construir.

Na ausência do amor ação, aparece-lhes a dor renovação.

Assim, dispõe-te à paz, à libertação dos tormentos e lograrás alcançá-las.

*

No inolvidável encontro de Jesus com a mulher de vida libertina, que Lhe lavou os pés com unguento de lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, temos a psicoterapia para todos os tormentos.

Disse Ele ao anfitrião que o censurava mentalmente por aceitar a atitude da pobre atormentada:

Ela muito amou e, por isso, os seus pecados lhe serão perdoados.” Fitando-a com ternura e afeição, recomendou-lhe: “Vai-te em paz, a tua fé te salvou.”

O amor que se converte em reparação de erros é a eficiente medicação moral para todas as chagas do corpo, da mente e da alma.

Ama e tranquiliza-te, deixando os teus tormentos no passado, e, ressuscitando dos escombros, ressurge, feliz, para a reconstrução sadia da tua vida.

Psicografia de Divaldo Franco do livro Jesus e Atualidade
FELIZ
João de Deus

Cheio de dor,
O pobrezinho,
Sempre sozinho
E sofredor.

Triste viajor,
Descalçadinho,
Ave sem ninho
E sem amor,

Que não maldiz
O amargo trato
Aos dias seus,

É mais feliz
Por ser mais grato
Aos dons de Deus.

Da Obra “Jardim Da Infância” –Espírito: João De Deus –
Médium: Francisco Cândido Xavier

Digitado Por: Lúcia Aydir