quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pertinácia da obsessão

Tema da semana
Perseguidores
De 19/01/2015 a 25/01/2015


Joanna de Ângelis


Cerco de longo curso, a pouco e pouco a obsessão logra pequenos êxitos que se transformam em áreas conquistadas na mente, até o momento de estabelecer-se em definitivo. Sutil, às vezes, mas, pertinazmente, a ideia infeliz se vai fixando e substituindo as imagens otimistas que desaparecem, cedendo lugar que se converte em campo de sombras. Ciúme aqui, inveja ali, ira adiante, formam o trngulo dominador que faz soçobrarem os melhores esquemas de equilíbrio por aceitação da invigilância.

De quando em quando, irrompe em crise que passa, deixando, porém, lamentáveis vesgios, como desgaste emocional, cansaço físico e mental improcedentes, amargura ou excitação. Repetindo-se com frequência, substitui os períodos de paz pelos da inquietação, sendo os estágios de harmonia breves pausas, no tumulto da quase permanente insatisfação e irascibilidade.

Nem sempre a obsessão se instala de chofre. Quando tal ocorre, o processo de fixação tem procedência em larga faixa de tempo, conseguida imperceptivelmente. Mentes comungam com mentes que se lhes assemelham. Espíritos sintonizam com espíritos que lheso afins. Pessoas sincronizam com pessoas em quem se comprazem. Quando se cultiva azedume e se dá guarida a suspeitas, ocorrem colheitas de desespero como de infelicidade.

Justo recorrer-se à terapêutica preventiva, quanto possível, e, percebendo-se instaladas as matrizes obsessivas, mister desdobrarem-se sérios esforços, pois o problema urge na sua gravidade, exigindo procedimento de largo porte e imediata decisão. Enfermidade perigosa, a obsessão gera desgovernos lastimáveis e dores lancinantes, difíceis de serem catalogados ou descritos...

As vidas passadas reaparecem na presente, em expressões várias, como através daqueles que deixaste na retaguarda, graças ao mau caráter que te era peculiar. Ressurgem como cobradores, os que foram tuas vítimas. Conhecem-te como és eo como desejas ser. Por isso, o creem nos teus propósitos, senão quando os testificas por meio de honestas atitudes superiores a que te afervoras e cujos propósitos vitalizas.

o pertinazes os fomentadores das obsessões. Conquista-os, através das ações elevadas. o s guarida, desse modo, às impressões nefandas no recesso do teu espírito. Reage com todas as forças à maledincia, à inveja, ao ciúme, à ambição, às paixões, em suma, perturbadoras. Policia a ngua nos momentos infelizes a fim de que o te arrependas tardiamente. Simpatia e cordialidade o construções laboriosas. Distonia e perturbação, ao inverso, m origem no passado propagam-se e fixam-se facilmente.

o titubeies, nem te permitas desaires. Convocado ao trabalho renovador da própria redenção, encara o compromisso assumido, deixa à margem melindres, facécias, ilusões e avança para Jesus, em definitivo, reparando erros, reconquistando posição e perseverando otimista, sempre leal ao bem, até o fim.

Psicografia de Divaldo Franco do livro “Celeiro de Bênçãos”

OBSESSÃO NO ALÉM
Cornélio Pires
(…)
Obsessão, meu amigo,
Traçada em linhas gerais,
É sempre desequilíbrio
No apego quando é demais.
(…)

“CONVERSA FIRME”, de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Perturbação e Obsessão

Tema da semana
Perseguidores
de 19/01/2015 a 25/01/2015

Emmanuel

Na experiência terrestre, surge sempre um instante em que indagamos de nós mesmos em que ponto nos achamos, quanto ao desajuste espiritual; e, se não estamos afundados em plena desarmonia, muitas vezes identificamo-nos em perturbação evidente. Isso porque, observado o princípio de que ninguém existe absolutamente impassível, temos a vida sentimental permanentemente ameaçada por desafios exteriores, em forma de episódios ou informes desagradáveis que se nos erigem por medida de equilíbrio e resistência, na luta moral que somos chamados a travar, na área de nossas atividades, em favor do próprio burilamento.

Se à frente desse ou daquele sucesso menos feliz, costumamos esquecer, sistematicamante, paciência e conformação, entendimento e serenidade, então é preciso estabelecer o intervalo para reflexão, nos mecanismos da mente, a fim de que venhamos a fazes em nós mesmos as retificações necessárias. Em tais lances do cotidiano, quase sempre somos impelidos a pensar em obsessão, supondo-nos vítimas de entidades vampirizantes. O problema, porém, não se limita à influenciação espiritual dos adversários que se nos encrava na onda psíquica, mas, principalmente, diz respeito à nós mesmos. Em muitas situações e circunstâncias das existências passadas, caímos em fundos precipícios de ódio e vingança, desespero e criminalidade, operando em largas faixas de tempo contra nós próprios, comprometendo-nos o destino; daí nasce o imperativo das experiências regenerativas e amargas que se nos fazem indispensáveis, qual ocorre ao aluno que se atrasou na escola, necessitado de novo exame, nas provas da repetência.

À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento se nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme do barco de nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silêncio da prece.

Através do autocontrole, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para entender o que há conosco, de maneira a impedir a própria queda em alienação e tumulto.

Atendamos constantemente a esse trabalho de auto-imunização mental, porque, junto ao imenso número de companheiros perturbados e obsidiados que enxameiam a Terra de hoje, em toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase às portas da obsessão.
Mensagem extraída do livro "Alma e Coração"
Francisco Cândido Xavier - pelo espírito de Emmanuel


Obsessão é a influência de Espíritos maus sobre qualquer pessoa, visando a atormentá-la e fazê-la praticar atos ridículos e maléficos. Nessas condições, tal pessoa fica como se fosse atacada de demência. Toda obsessão, porém, é recíproca, dividindo-se a culpa entre o agressor e o agredido.
Referência:ANJOS, Luciano dos e MIRANDA, Hermínio C.. Crônicas de um e de outro: de Kennedy ao homem artificial. Prefácio de Abelardo Idalgo Magalhães. Rio de Janeiro: FEB, 1975. - cap. 75