quarta-feira, 2 de maio de 2012

DEVER


Tema da semana
O Dever
de 30/04/2012 a 06/05/2012


Emmanuel

Dever é a série de lições a que fomos chamados pela Eterna Sabedoria no livro da vida, de cujo aprendizado dependerá sempre o nosso avanço para a Infinita Luz.
Superficialmente, por vezes, é uma coleção de serviços menos agradáveis, induzindo-nos a pequeninas renúncias, contudo, esses serviços são vínculos espirituais que nos sustentam a ligação com a Paternidade de Deus – de Deus, que através da Lei que nos rege  no-los traça como obrigações beneméritas e providenciais ao nosso próprio aperfeiçoamento.
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Medita e aceita-os com amor para que não te lastimes, mais tarde.
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Aqui, é o lar convertido em ninho de inquietação...
Ali, é a casa de trabalho, onde ordenações determinadas nos aguardam cada dia...
Além, é o esposo difícil, à maneira do diamante no cascalho agressivo, confiado pelo Céu aos nossos cuidados...
Acolá, é a companheira incompreensiva, qual fonte poluída por reclamações sistemáticas, que a Bondade do Senhor nos concede para as tarefas da nossa própria sublimação...
Mais além, é o filho que nos esquece as melhores esperanças...
Mais adiante, é o amigo que nos complica o trabalho, valendo por negação de nossos sonhos e ideais...
Hoje, é a humilhação que nos compete suportar com denodo e paciência, amanhã é o fel da incompreensão alheia que nos cabe sorver...
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E, com Jesus, o dever de auxiliar e perdoar, de servir e aprender é sempre nosso.
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O cristão é uma consciência na luminosa cruz dos deveres de cada dia, entretanto, é por esse madeiro disciplinar que desferirá o voo de elevação para a alegria imperecível.
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Amemos as obrigações edificantes que o mundo nos designa, por mais contundentes que sejam, porque, por trás delas, vive a mão amorosa do Senhor a guiar-nos das sombras do mundo para os domínio da Luz Espiritual.


Livro "Tocando o Barco" - Psicografia Francisco Candido Xavier - Espírito Emmanuel


terça-feira, 1 de maio de 2012

Consciência e Dever


Tema da semana
O Dever
de 30/04/2012 a 06/05/2012



Joanna de Ângelis



Em razão dos projetos fantasistas que se propõe, a criatura humana estabelece, normalmente, sua escala de valores prioritários, longe da realidade espiritual. Os impositivos imediatos prevalecem nos seus conteúdos eleitos como aqueles que devem ser conquistados, fixando as bases do seu comportamento na busca dessas realizações.

Embora reconha a impermanência da vida sica e de tudo quanto lhe diz respeito, agarra-se à transitoriedade dos acontecimentos e femenos, buscando eternizá-los, no tempo que se transfere e nos espaços emocionais que se consomem, em razão das transformações inevitáveis do corpo somático.

Como consequência, esvai-se na luta constante pela preservação do perecível, assim como no a de manter-se em novas buscas, esquecendo-se da realização plena, que decorre da sua consciência lúcida constatando a conquista de si mesma.

Por atavismo, acredita que a preservação da espécie e a necessidade de manter os provimentos necessários para tal fim constituem os objetivos da existência na terra. E sem mais amplas reflexões, automaticamente, entrega-se à conquista de coisas e valores amoedados, de projeção social e gozo pessoal. As suas áreas de movimentação emocional o restritas, o que gera, com o tempo e a repetição, as graves neuroses que propelem às fugas espetaculares, aos conflitos, aos sofrimentos mais acerbos...

O ser humano é aquilo que pensa, que de si mesmo elabora, construindo,  mediante  o  pensamento,  a  realidade  da  qual  não logra evadir-se.

As sus aspirações íntimas, com o tempo, concretizam-se e surpreendem-no, às vezes quando já o as acalenta, pois que há um período para semear e outro que corresponde à colheita.

O êxito de um empreendimento depende, por certo, do empenho que alguém se aplica para a sua execução. Todavia, o projeto, a programação e o método de trabalho o indispensáveis para o tentame e a realização.

A ideia, pura e simples, necessita de indumentária para ser expressa, e a forma como se apresenta responde pelas conquistas que produz.

Assim, as palavras enunciadaso podem ser silenciadas, prosseguindo na sua marcha. O que realizam, torna-se patrimônio daquele que as endereçou.

A consciência lúcida mantém-se vigilante, a fim de não gerar conflitos e sofrimentos para si mesma através dos conceitos infelizes emitidos e das ações perniciosas praticadas.

Conhecendo os deveres que lhe dizem respeito, amadurece as responsabilidades, porquanto se utiliza das ocasiões propiciatórias para desenvolver mais os potenciais que lhe jazem inatos, ampliando a área de percepção.

A consciência do dever o é resultado dos arquétipos mitológicos, e sim, das conquistas morais que promovem a criatura, libertando-a dos instintos agressivos, da libido, das paixões asselvajadas.

Pode-se medir o estágio de evolão do ser pela sua consciência de dever. A auncia dela indica-lhe o primarismo, mesmo que haja realizado conquistas intelectuais, enquanto que a sua manifestação revela todo o processo de armazenamento de valores ético-morais.

Faze da tua existência terrestre um patrimônio de eternas bênçãos.

A morigeração, a equanimidade, o dever lúcido, marcharão contigo, proporcionando-te estímulo e mais conquistas, sem que o cansaço, o tédio e a amargura encontrem pouso em teus sentimentos e disposições.

Cada dificuldade e problema se te revelarão desafios e, se por acaso malograres, toma a atitude de Santo Agostinho, conforme declara em bela comunicação em O Livro dos Espíritos”, nos comentários à questão 919:

Fazei o que eu fazia, quando vivi na terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se o faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.

Psicografia de Divaldo Franco do livro Momentos de Consciência