terça-feira, 18 de junho de 2013

VIOLÊNCIA E JESUS

Tema da semana
“Notícias Históricas”
de 17/06/2013 a 23/06/2013

Joanna de Ângelis

Diante da agressividade que te vigia, impiedosa, exerce o equilíbrio, guardando serenidade.

Em todos os trâmites da vida, Jesus é o modelo e guia em quem encontramos a diretriz de segurança.

Acicatado pela impiedade farisaica, Ele preconizou o amor indistinto.

Perseguido pela malta irresponsável, Ele recomendou o perdão.

Instado a aceitar a justiça arbitrária, Ele propôs a resignação e a humildade.

Antes, porém, em todos os Seus passos, vemos Sua vida assinalada pela total abnegação, com que estabeleceu, na Terra, o primado do Espírito Imortal.

Quando a fome angustiava a multidão, Ele transformou peixes e pães em abundante repasto para todos.

Quando defrontou a mulher equivocada, que lhe foi trazida para lapidação, ele ensinou misericórdia.

Insulado, na soledade, buscou Deus.

Abandonado pelos comensais do seu afeto, volveu a demonstrar fidelidade ao amor.

Traído por um amigo, distendeu a sua magnanimidade como lição de complacência.

Nunca receitou a violência.

A violência, nos quadros do Cristianismo, não vige, em página alguma.

Quando hoje, a Terra em aturdimento estertora sob os guantes da agressividade e da violência, que se transformam em lobos ferozes, apavorando os homens, Jesus prossegue o modelo.

Não te deixes engalfinhar na luta da arbitrária justiça pelas próprias mãos.

Toda violência oculta um ser enfermo, que extrapola da sua dor para a agressão infeliz.

Somente o amor em plenitude e a paz em profundidade podem constituir antídotos eficazes para minimizar a força hiante que avassala o mundo e expulsar este adversário, que se disfarça: o egoísmo!

Nenhuma medida existe, a curto prazo, para deter a onda desencadeada pela invigilância desde há muito.

A tarefa que te cumpre realizar é a da educação das gerações moças pelo exemplo de total dignificação humana sob as bênçãos do Senhor.

Nenhuma pena capital pode erradicar a paixão ultriz que vige no homem.

A tomada de atitude arbitrária mais açula a insânia do pervertido, enquanto que a solidariedade, destruindo o caldo de cultura criminógena, que fecunda, que enlouquece, é o recurso para diminuir e neutralizar a ação do mal que se espraia pelo mundo.

Quem tem Jesus no coração não tomba nas ciladas da impiedade, pois "somente lobos caem nas armadilhas dos lobos".

Não te deixes atemorizar pela onde de desespero, armando-te de violência para revidar golpe por golpe.

O cristão se arma de paz e de amor para atender à luta que vem sendo desencadeada, concitando à misericórdia e ao perdão, em qualquer conjuntura anárquica e perturbadora da atualidade.

Sê tu quem ama, quem confia e quem realiza a resistência pacífica, a fim de mudar a paisagem da Terra e plantar no coração humano o Triunfador Invencível da Cruz.

A violência é sempre sem Jesus. Jesus nunca em clima de violência.


NOTAS DE AMOR
Sabino Batista

Há muito ensaio de amor,
E amor só vive, a contento,
Depois de purificado

A fogo de sofrimento.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Período Psicológico

Tema da semana
“Notícias Históricas”
de 17/06/2013 a 23/06/2013

Allan Kardec

Se bem que as manifestações espíritas tenham ocorrido em todas as épocas, é incontestável que hoje se produzem de maneira excepcional. Interrogados sobre esse fato, os Espíritos foram unânimes em sua resposta: “Os tempos – dizem eles – marcados pela Providência para uma manifestação universal são chegados.

Estão encarregados de dissipar as trevas da ignorância e dos preconceitos; é uma era nova que começa e prepara a regeneração da Humanidade.” Esse pensamento acha-se desenvolvido de maneira notável numa carta que recebemos de um de nossos assinantes, da qual extraímos a seguinte passagem:

“Cada coisa tem seu tempo; o período que acaba de escoar-se parece ter sido especialmente destinado pelo Todo Poderoso ao progresso das ciências matemáticas e físicas e, provavelmente, foi tendo em vista dispor os homens aos conhecimentos exatos que ele se opôs, durante muito tempo, à manifestação dos Espíritos, como se tal manifestação pudesse ser prejudicial ao positivismo, que requer o estudo da Ciência; numa palavra, quis habituar o homem a procurar, nas ciências de observação, a explicação de todos os fenômenos que deviam produzir-se a seus olhos.”

“Hoje, o período científico parece ter chegado a seu termo. Depois dos imensos progressos realizados, não seria impossível que o novo período que deve suceder-lhe fosse consagrado pelo Criador às iniciações de ordem psicológica. Na imutável lei de perfectibilidade que estabeleceu para os seres humanos, o que poderá fazer depois de havê-los iniciado nas leis físicas do movimento e ter lhes revelado os motores com os quais muda a face do globo? O homem sondou as profundezas mais longínquas do espaço; a marcha dos astros e o movimento geral do Universo não têm mais segredos para ele; lê nas camadas geológicas a história da formação do globo; à sua vontade, a luz se transforma em imagens duráveis; domina o raio; com o vapor e a eletricidade suprime as distâncias e o pensamento transpõe o espaço com a rapidez do relâmpago. Chegado a esse ponto culminante, do qual a história da Humanidade não oferece nenhum exemplo, qualquer que tenha sido o seu grau de avanço nos séculos recuados, parece-me racional pensar que a ordem psicológica lhe abre um novo caminho na via do progresso. É, pelo menos, o que se poderia deduzir dos fatos que se produzem em nossos dias e se multiplicam por todos os lados. Esperemos, pois, que se aproxime o momento, se é que ainda não chegou, em que o Todo Poderoso venha iniciar-nos em novas, grandes e sublimes verdades. Cabe a nós compreendê-lo e secundá-lo na obra da regeneração.”

Essa carta é do Sr. Georges, do qual havíamos falado em nosso primeiro número. Não podemos senão felicitá-lo pelos seus progressos na Doutrina; os elevados pontos de vista que desenvolve demonstram que a compreende em seu verdadeiro sentido; para ele a Doutrina não se resume na crença nos Espíritos e em suas manifestações: é toda uma filosofia. Como ele, admitimos que entramos no período psicológico e achamos perfeitamente racionais os motivos que nos apresenta, sem crer, todavia, que o período científico tenha dito sua última palavra; ao contrário, acreditamos que ainda nos reserva muitos outros prodígios. Estamos numa época de transição, em que os caracteres dos dois períodos se confundem.

Os conhecimentos que os Antigos possuíam sobre a manifestação dos Espíritos não serviriam de argumento contra a idéia do período psicológico que se prepara. Com efeito, notamos que na Antigüidade esses conhecimentos estavam circunscritos ao estreito círculo dos homens de elite; sobre eles o povo possuía somente idéias falseadas pelos preconceitos e desfiguradas pelo charlatanismo dos sacerdotes, que delas se serviam como meio de dominação. Como já o dissemos alhures, jamais esses conhecimentos se perderam e as manifestações sempre se produziram; mas ficaram como fatos isolados, certamente porque o tempo de os compreender não havia ainda chegado. O que se passa hoje tem um caráter bem diverso; as manifestações são gerais; impressionam a sociedade desde a base até o cume. Os Espíritos não mais ensinam nos recintos fechados e misteriosos de um templo inacessível ao vulgo. Esses fatos se passam à luz do dia; falam a todos uma linguagem inteligível por todos. Tudo, pois, anuncia, do ponto de vista moral, uma nova fase para a Humanidade.

Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos-
Ano I; Abril de 1858; nº 4

HISTÓRIA
A história é a bíblia sagrada das nações
de direitos e deveres isolados dos povos,
objetivando-se a construção do progresso universal.
Emmanuel