sábado, 3 de janeiro de 2015

GLÓRIAS E MEDIUNIDADE

ESTUDO DA MEDIUNIDADE

Joanna de Ângelis


“Não creias que a faculdade mediúnica seja dada somente para correção de uma, ou duas pessoas, não. O objetivo é mais alto: trata-se da Humanidade. Um médium é um instrumento pouquíssimo importante, como indivíduo.”
O LIVRO DOS MÉDIUNS 2ª parte, Capítulo 20º — Item 226 (5.a).

Desde tempos imemoriais a competição vem oferecendo aos triunfadores a coroa de glória com que estes se destacam na comunidade.

Glórias da dominação violenta — glória do poder exagerado.

Glórias que se manifestam como bafo venenoso de orgulho desmedido, adornadas de branzões reluzentes, medalhas vistosas e condecorações pomposas.

Glórias que nascem em rios de sangue e glórias que surgem nos espinheiros da calúnia.

Glórias pela posse que se aprisiona em cofres mortos onde a usura se enfurna acompanhada pela insensatez.

Glórias da perversidade e do crime que permanecem ocultos sob máscaras afiveladas a faces carcomidas pela enfermidade moral.

Glórias do aplauso popular, transitório e enganador, e glórias do destaque social que emurchece sob o sorriso da ilusão.

As Academias oferecem as glórias que se cristalizam na prepotência da cultura e na dominação da inteligência.

Os estádios glorificam os seus heróis de um dia. Glórias e triunfos em todo lugar.

Lauréis aos que sistematizam diretrizes para a vida nos concertos sociais e triunfos que guardam suas vozes no silêncio cruel das preocupações sem palavras.

Sucessos que, no entanto, não seguem além do túmulo.

O cristão não desfruta dos prêmios e das glórias imediatas. Servo do Cristo, no seu Modelo e Guia vê a mais alta expressão do serviço que lhe cabe realizar.

Se te candidatas à mediunidade, no serviço com Jesus, renuncia a quaisquer glórias ou aos enganosos florilégios da existência, porque jornadearás pela senda de espinhos, pés sangrando e mãos feridas, coração azorragado, sem ouvidos que escutem e entendam os teus apelos mudos...

Solidão e abandono muitas vezes para que o exercício do dever enfloreça o amor no teu coração em favor dos abandonados e solitários.

Apostolado de silêncio, culto do dever, auto-conhecimento — eis o caminho da glória mediúnica, através de cuja senda encontrarás, no país da alma encarnada, os sentimentos puros que te oferecerão os filtros para o registro da Mensagem de vida eterna, com que o Mestre Divino, de braços abertos, traduzirá aos teus ouvidos a glória da consciência reta, consoante o ensino do Apóstolo dos Gentios na 2ª Epístola aos Gentios, Capítulo 1º e versículo 12.


Psicografia de Divaldo Franco do livro “Espírito e Vida”

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Convite à Fidelidade

Tema da semana
Fidelidade
De 29/12/2014 a 04/01/2015


Joanna de Ângelis


“Mas o fruto do Espírito são a caridade, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade.”
(Gálatas: capítulo 5º, versículo 22.)

Ao sabor das emoções mudam de opiniões aqueles que não possuem forças morais capazes de se fixarem nos ideais de enobrecimento.

Irrefletidos, aderem às ideias em voga sem mais acentuado esforço de exame, de penetração, de amadurecimento. Sob estímulos novos, abandonam convicções e atitudes, transferindo-se mui facilmente de comboio, com preferência por aquele onde governa a insensatez.

Insatisfeitos aqui e ali em qualquer lugar, são instáveis emocionalmente.

Fidelidade! – eis o que escasseia nos diversos labores humanos.

Os ideais de elevação são sempre resistentes às transições e mutações dos homens, tempos e circunstâncias.

Daí se conhecerem os verdadeiros homens através da resistência com que sustentam os ideais, perseverando leais aos postulados abraçados, mesmo quando outros os abandonaram.

Indubitavelmente, desde que maiores e mais amplos esclarecimentos são conseguidos, pode o homem discernir com melhor acerto, sendo motivado a novos investimentos como a novas buscas.

Fundamentado na razão, filtra as ideas do passado, renova-as, e desde que constate não resistirem ao escopro da lógica ou ao bisturi do bom-senso, estriba-se em conceitos outros, melhor urdidos e mais apropriados com que avança nos rumos do amanhã.

Ninguém pode viver realmente sem o estímulo e a sustentação de ideais superiores.

São eles o dínamo que vitaliza o progresso, a alavanca bem montada que impulsiona o ser e o mantém.

Antes que ruíssem impérios e civilizações, que tombassem vitimados pela leviandade e arbitrariedade os grandes homens, os ideais que os mantinham e estimulavam foram desprezados...

À medida que a volúpia desta ou daquela natureza estruge no espírito invigilante e o domina, as fileiras dos lidadores das causas humanitárias se desfalcam.

Uns desertam por cansaço, dizem. Outros fogem por saturação, explicam.

Diversos abandonam por falta de tempo, elucidam.

Alguns mudam para examinarem outros objetivos, justificam-se...

Sê fiel tu.

Abrasado pela fé, nas hostes espiritistas em que te encontras, ama, serve, passa, fiel a ti mesmo e à Causa, seja qual for o tributo que te vejas forçado pagar, devotado e leal até o fim.

Psicografia de Divaldo Franco do livro “Convites da Vida”

“Fidelidade é compreensão do dever.”
Emmanuel