sábado, 2 de abril de 2011

TRABALHO E TEMPO



Emmanuel

Trabalho e tempo estão intimamente associados.
A Sabedoria Divina estabeleceu concessão idêntica a todas as criaturas na Terra, em nos reportando à riqueza das horas.
Um mil e quatrocentos e quarenta minutos por dia: quota rigorosamente igual para qualquer pessoa domiciliada na Terra.
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Anotemos que nada se fez e nem se faz no mundo sem tempo.
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Um edifício qualquer é formado por recursos materiais condensados no tempo.
Determinada criação artística é o tempo do autor, materializando as suas próprias idéias.
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Reflitamos na importância das horas e vejamos por nós mesmos em que se nos transforma o tempo, se em atividades que favoreçam ou prejudiquem aos outros ou a nós mesmos.
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Comparando os minutos a metros de solo, é fácil verificar que estamos todos plantando destino no campo das horas.
Qual acontece na gleba comum, as nossas ações, recordando sementeiras, respondem com resultados conseqüentes.
Por isso mesmo, qual sucede no domínio das plantas, nossos atos produzem sempre, de acordo com a espécie dos propósitos a que se vinculam.
Observa, assim, cuidadosamente, o que fazes.
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O tempo que se te fez oportunidade para efetuar aquilo ou isso também julgará o que fizeste.
Considerando isso, trabalha e não te omitas.
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Agradece o tempo de que dispões e converte-o, tanto quanto possível, em progresso e sublimação, a dentro de ti mesmo.
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Tempo é vida.
Evolução da vida é trabalho.
E a nossa vida, aqui ou alhures, será sempre aquilo que escolhemos e realizamos nas possibilidades de tempo que Deus nos concedeu.


Livro: “Vida em Vida” Psicografia: “Francisco Cândido Xavier” Espíritos Diversos

CARTA A UM AMIGO NA TERRA



André Luiz

Caro companheiro.
Você quer saber algo de sua verdadeira situação na Terra.
Compreendo.
Quando a pessoa entra nessa grande colônia de tratamento e cura, é convenientemente tratada.
A memória deve funcionar na dose justa.
É natural.
A permanência aí poderá ser longa e, por isso mesmo, certas medidas se recomendam em favor dos beneficiários.
Atende às instruções do internato e não se preocupe, em demasia, com os problemas que não lhe digam respeito.
Não se prenda aos seus apetrechos de uso e nem acumule utilidades que deixará inevitavelmente, quando as autoridades observarem você no ponto de retorno.
Se algum colega de vivência estima criar casos, esqueça isso. Não vale a pena incomodar-se .
Ninguém ou quase ninguém passa por aí sem dificuldades por superar.
Viva alegre, com a sua consciência tranqüila.
Em se achando numa estância de refazimento, é aconselhável manter-se fiel à tarefa que a administração lhe confie.
Procure ser útil, deixando o seu lugar tão melhorado quanto possível, para alguém que aí chegue depois.
Quanto ao mais, considere você e os demais companheiros de convivência e necessidade simplesmente acampados, unidos numa instituição de tratamento oportuno e feliz.
Aí você consegue dormir mais tempo, distrair-se na sua faixa temporária de esquecimento terapêutico, deliciar-se com excelente alimentação, compartilhar de vários jogos e ensaiar muita atividade nobre para o futuro.
Aproveite.
O ensejo é dos melhores.
Descanse e reajuste as próprias forças porque o trabalho pra você só será serviço mesmo, quando você deixar o seu uniforme do instituto no vestiário da morte e puder regressar.


Livro: “Vida em Vida” Psicografia: “Francisco Cândido Xavier” Espíritos Diversos